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31 de janeiro de 2012

AUXÍLIO À LISTA

Cinco informações úteis não divulgadas! Principalmente a TERCEIRA

MUITO INTERESSANTE!!! DIVULGUE. É IMPORTANTE:

1) AUXÍLIO À LISTA
Telefone 102... não!
Agora é: 08002800102
NA CONSULTA AO 102, PAGAMOS R$ 1,20 PELO SERVIÇO.
SÓ QUE A TELEFÔNICA NÃO AVISA QUE EXISTE UM SERVIÇO VERDADEIRAMENTE GRATUITO.

Não custa divulgar para mais gente ficar sabendo.

2) Importante: Documentos roubados - BO (boletim de occorrência) dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ SABIA???

Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 
(válida somente para o estado do Rio de Janeiro) que nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade na emissão da 2ª via de tais documentos como:
Habilitação (R$ 42,97);
Identidade (R$ 32,65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11)

3) EMPRESA MULTINACIONAL DIVIDE MAIS DE 70% DO SEU FATURAMENTO COM AFILIADOS!!!
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4) CARTÓRIO ON-LINE
Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperAr um tempão na fila.
O cartório eletrônico, já está no ar! www.cartorio24horas.com.br

5) MULTA DE TRANSITO : essa você não sabia

No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.
Código de Trânsito Brasileiro
Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.


DIVULGUEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL. VAMOS ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA!!!! E DAS COBRANÇAS INDEVIDAS, INJUSTAS!!!

NÃO VAMOS SÓ "CURTIR" TEM QUE "COMPARTILHAR"

Gostaria, se possível, que cada um não guardasse a informação só para si...

17 de maio de 2011

AUMENTAR RENDA


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2 de fevereiro de 2011

ULTRAPASSADORES E ULTRAPASSADOS

Ditadores ou bandidos deveriam ser ultrapassados, mas infelizmente ainda estão em voga e ainda por cima, aplaudidos por gente que se proclama avançada e moderna!
Alguns dos bandidos usam colarinho e gravata e viajam em aviões particulares. Mandam e desmandam nos morros e nas mansões onde ordenam mortes e coordenam o tráfico de entorpecentes. É bom pensarmos antes de elogiar como modernos homens que mataram e matam seus desafetos.
O que é ser moderno ou ultrapassado? Que conteúdo nos torna pessoas descartáveis e inúteis para o futuro? Nossa fala e nossas alianças é que determinam se somos de hoje ou de ontem, ou se temos respostas de ontem para problemas de hoje!
É dessa couraça que Paulo falava em Romanos 13,12 e aos Efésios 6,13. Falava em vestir o uniforme da luz de Deus! No caso do clero católico o colarinho pode e deve ser sinal dessa sabedoria. Se não for, não passará de mero badulaque! Nem o hábito nem o colarinho fazem o monge, mas se o monge se sente bem com ele, use-o. Desde que seja homem maduro sereno e sábio. De anda adiantaria vestir batina, colarinho e veste talar se o que o pregador ensina conflita com o catecismo e coma Bíblia.

Era esse tipo de monge que o povo ridicularizava ao dizer que vestiu um hábito, mas nem por isso virou monge! Que se acentue o conteúdo! A cobertura do bolo pode ser bonita, mas é sempre secundária! Vale a substância!

Fonte: http://www.padrezezinhoscj.com/novosite/artigos_novos.php?id=778

4 de março de 2010

Fé cristã é alma do verdadeiro conhecimento, diz estudioso



A fé cristã seria algo de 'acessório' ao conhecimento ou, ao contrário, pode reivindicar o papel de ser a própria alma do verdadeiro conhecimento?

Esse questionamento se apresenta como pano de fundo de dois artigos escritos pelo diretor do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân para a Doutrina social da Igreja (International Observatory Cardinal Van Thuân for the social Doctrine of the Church), Stefano Fontana.
Os textos surgiram após a editora da Universidade Católica de Milão (Itália) - "Vita e Pensiero" - publicar o livro Lessico sui diritti umani (Lexicon dos Direitos Humanos). De acordo com o reportado por Stefano, a obra não traz uma única palavra relacionada aos direitos referentes à vida, família ou liberdade de educação, tampouco nas áreas relacionadas, como "Crianças", "Mulher", "Saúde" ou "Sexualidade".

O fato trouxe à tona uma discussão que aborda as relações entre fé e conhecimento, bem como a visão ideológica atualmente propagada sobre os direitos humanos.
Fé e conhecimento

"Será que a perspectiva de que a fé cristã 'orienta' a ciência, no sentido de impor uma inclinação 'tendenciosa' sobre ela, ou, então, que ajuda a esclarecê-la, constitui um estímulo para a própria razão tornar sua própria racionalidade cada vez mais clara? O conhecimento ganha vida em si mesmo e, em seguida, recebe a adição da fé cristã que o 'orienta' a partir de uma posição partidária, ou, a fim de ser ele mesmo, o conhecimento deve estar aberto à luz que vem da fé cristã? São as ciências tratando com o homem autonomamente completo ou elas necessitam da antropologia revelada pela Revelação Cristã, o que, portanto, não seria uma espécie de 'orientação tendenciosa', mas sim uma condição para as ciências humanas poderem realmente ser elas mesmas?", questiona Stefano.

Nesse cenário, debater o tipo de conhecimento que é ensinado na universidade católica seria crucial. O diretor destaca que essa instituição não existe para expressar a "opinião cristã", mas sim mostrar que o Cristianismo é não apenas útil, mas necessário para o conhecimento.

"Na verdade, a fé, de nenhum modo, limita ou elimina essa autonomia, na medida em que sua função consiste em induzir a razão a mergulhar ainda mais fundo em si mesma e colocar para fora o melhor que possui. Minha humilde opinião é que tais considerações provocam um impacto que é percebido no próprio sentido da existência da Universidade Católica", sublinha.


Direitos Humanos

O diretor do Observatório assevera as críticas ao que chama de "operação cultural de não pouca perplexidade", deixando claro que seu posicionamento não tem a ver com a falta de coerência entre a publicação e as finalidades da Universidade Católica e a doutrina da Igreja.

"Mas acima de tudo com a natureza científica desta operação. [...] Pode um levantamento sobre direitos humanos que ignora o direito à vida e à família ser julgado procedente em termos científicos, ou ele prova ser contaminado pelo reducionismo ideológico? Uma das principais características dos direitos humanos é a sua indivisibilidade; eles não podem ser separados e todos devem estar juntos, sob a pena de entrarem em colapso", ressalta.


Observatório Internacional Cardeal Van Thuân

O Observatório foi instituído para promover a Doutrina social da Igreja a nível internacional. Para isso, fornece informação sobre a Doutrina social da Igreja (DSC), sobre a qual também desenvolve sistematicamente dados, documentos e estudos, colocando-os à disposição também on-line a todos que estiverem interessados.

De modo secundário, o Observatório elabora reflexões, avaliações, aprofundamentos sobre a Doutrina social da Igreja, a partir de uma ótica universal e interdisciplinar. Enfim, o Observatório assinala e sustenta a esperança de que se traduza em atos a Doutrina social da Igreja nos vários setores da vida social internacional.

O Observatório colabora com as Conferências episcopais e outros Organismos eclesiais, os Centros de Estudo dedicados à DSC e as agências internacionais apropriadas. A instituição está em comunhão com os propósitos do Pontifício Conselho Justiça e Paz, com base em que orienta a própria atividade.

Diretor do International Observatory Cardinal Van Thuân for the social Doctrine of the Church, Stefano Fontana.

Fonte: Canção Nova

13 de fevereiro de 2010

Parceiros do Criador



Somos todos esse poço de limites. Cremos, achamos ter achado Deus e logo vem a tentação de nos acharmos seus parceiros privilegiados. Fazem isso os fundadores de novas igrejas, os fundadores de novos grupos dentro de uma Igreja. Organizamo-nos como num exército de fiéis e começamos a dizer, não como obreiros, mas como mestres de obra, que Deus quer que terminemos a Sua obra desse jeito: isto é, do nosso jeito.
É impressionante observar com que facilidade decidimos qual o caminho, quais os tijolos e quais as pedras que se pode usar na construção do Reino de Deus. Estas orações, estes cantos, este ritual, esta disciplina, estas palavras e este jeito de crer... Tem que ser o nosso. Os demais não estão construindo com Deus...
Deus tem muitos parceiros inconvenientes. Assim que ajuntam número suficiente de seguidores, começam a se comportar não como servidores, mas como sócios e mestres de obra. Gentilmente e com um sorriso angelical, até com lágrimas e cabeça torta, vão impondo o seu jeito de construir o Reino. Afinal, fazem milagres, expulsam demônios, curam e convertem pessoas. Deles Jesus diz que no dia da verdade se apresentarão como parceiros Dele. E Jesus não os reconhecerá, mesmo tendo construído impérios religiosos (Mt 7,21-26). Construíram o reino do jeito deles, mas não do jeito de Deus (Mt 7,25).
Uma das expressões mais perigosas de se pronunciar é essa: Deus me disse! Tomemos cuidado com quem a diz e conosco mesmos. Na maioria das vezes é desvio de trabalhador auto-nomeado mestre-de-obras que inventa detalhes inúteis e, diante do possível protesto de quem trabalha na construção, inventa que foi Deus quem quis.
Deus nos quer a todos como parceiros. Mas está claro no livro santo que o projeto é Dele. Quando criamos o nosso e o forçamos, insistindo que veio de Deus, a parceria terminou.
Deus dá a graça de realizar maravilhas em seu nome. Madre Tereza de Calcutá, Vicente de Paulo, Frederico Osanam e outros grandes construtores do Reino, junto a outros grandes pensadores do Reino como Thomás de Aquino Alberto Magno e milhares que serviram e até deram sua vida pelos outros, toda essa gente assumiu a parceria de tornar este mundo melhor do que o encontraram. A Igreja os aponta como santos. Viveram sancionados e portavam na sua vida o selo de qualidade, o "ISO" de Deus. Dos que se auto-nomearam parceiros, mas fizeram o que queriam com a doutrina e o amor é melhor nem falar. É coisa de remador que desviou o barco para onde mais lhe interessava...

Por Pe Zezinho

7 de fevereiro de 2010

Qual é o Terceiro Segredo de Fátima?


Infelizmente circula na internet um tal “Terceiro Segredo de Fátima”, que muito assusta as pessoas, como se o Papa João Paulo II não tivesse revelado o verdadeiro no ano 2000. No dia 26 de junho deste ano foi revelado, com a devida autorização do Papa, o verdadeiro Terceiro Segredo de Fátima, que tanta curiosidade, medo e, às vezes, pavor, despertava no povo. Na verdade, houve muita fantasia prejudicial às pessoas. Nas suas três partes o Segredo nada tem de previsões sobre o fim do mundo, nem de catástrofes ou flagelos.

Com a revelação do Segredo, feita através da Sagrada Congregação da Fé, com uma interpretação feita, a pedido do Papa, pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje o Papa Bento XVI, prefeito da citada congregação na época, viu-se que se trata de uma visão do século XX, século este impregnado de mártires do comunismo, do nazismo e de outras forças inimigas da Igreja e de Deus. Milhões morreram pela fé.

Na entrevista que Dom Tarcísio Bertone, então Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, teve com a Irmã Lúcia, por ordem do Sumo Pontífice, em 27 de abril de 2000, no Carmelo de Coimbra, onde vivia a religiosa, esta, lúcida e calma, concordou com a interpretação do Segredo, segundo a qual a terceira parte do Segredo de Fátima consiste numa visão profética, comparável às da história sagrada. Ela reafirmou a sua convicção de que a visão de Fátima se refere “sobretudo à luta do comunismo ateu contra a Igreja e os cristãos” e descreve os duros sofrimentos das milhões de vítimas do século XX.

Irmã Lúcia confirmou que a principal personagem do Segredo era o Santo Padre e recordou como os Pastorinhos tinham pena dele. Com relação ao "Bispo vestido de branco" (o Papa), que é ferido de morte e cai por terra, a Irmã concordou plenamente com a afirmação do saudoso Papa João Paulo II: "Foi uma mão materna que guiou a trajetória da bala e o Santo Padre deteve-se no limiar da morte" (Meditação com os Bispos italianos na Policlínica Gemelli, 13 de maio de 1994).

É interessante destacar o que diz a Irmã Lúcia: "Eu escrevi o que vi; não compete a mim a interpretação, mas ao Papa." A ela foi dada a visão, não a interpretação. Mais uma vez vemos aí a importância da Igreja e do Pontífice. E a Irmã concordou com a interpretação dada pela Igreja. Na interpretação do Segredo, já bastante publicado e conhecido, feita pelo Cardeal Ratzinger, alguns pontos merecem ser destacados:

1 - A palavra-chave da primeira e segunda parte do Segredo é "Salvar as almas"; a palavra-chave da terceira parte é "Penitência, penitência, penitência". O mesmo cardeal lembrou que a Irmã Lúcia lhe disse que o objetivo de todas as Aparições da Santíssima Virgem era fazer crescer cada vez mais a fé, a esperança e a caridade.

2 - A visão do anjo com a espada de fogo representa o perigo da destruição da humanidade por si mesma, por meio da guerra e de outras formas. O brilho da Mãe de Deus aparece como a força capaz de vencer as forças da terrível destruição.

3 - O sentido da visão não é mostrar um filme sobre o futuro, mas uma forma de orientar a liberdade humana a buscar o bem. Há que se evitar, portanto, as interpretações fatalistas do Segredo, como se tudo já fosse traçado para acontecer, sem respeitar a liberdade dos homens. O futuro é visto como que num espelho, de maneira simbólica.

4 - Três sinais aparecem: uma montanha alta; uma grande cidade meio em ruínas e uma grande cruz de troncos toscos. A montanha e a cidade são o lugar da história humana, de convivência, mas de luta; como uma subida árdua no qual o homem destrói, com as próprias mãos, o que ele mesmo construiu (cidade em ruínas). No alto da montanha está a Cruz, meta e orientação da história humana, sinal da miséria humana e promessa de salvação.

A visão mostra o caminho da Igreja como uma Via-Sacra, ladeado de violência, destruição e morte, mas de esperança. Diz o cardeal que nesta imagem pode-se ver a história de um século que se finda. O século dos mártires, dos sofrimentos e das perseguições à Igreja. Século de duas guerras mundiais e de muitas guerras locais. No espelho desta visão vemos passar as testemunhas da fé deste século.

O cardeal fez questão de recordar o que a Irmã Lúcia disse ao Papa João Paulo II, em 12 de maio de 1982, um ano após o atentado sofrido por ele: "A terceira parte do segredo se refere às palavras de Nossa Senhora: "Se não [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas."

Os Papas deste século tiveram um papel preponderante na árdua "subida da montanha" do Segredo. Desde Pio X até João Paulo II, todos os Santos Padres sofreram no caminho que leva à Cruz.

5 - Destaca o mesmo cardeal que o fato de o Papa não ter não ter morrido no atentado de 13/5/81 significa que não existe um destino imutável (na visão Sua Santidade aparece morta), e se a mão de Nossa Senhora guiou a bala para que não o matasse é porque a força da oração e da penitência é maior do que as balas, e a fé é mais poderosa do que os exércitos. Tudo pode ser mudado pela oração e pela conversão!

6 - Por fim a visão mostra os anjos que recolhem da cruz o sangue dos mártires e com ele regam as almas que se aproximam de Deus. O Sangue de Cristo e o dos mártires são vistos juntos a significar que o nosso sofrimento completa a salvação do mundo (cf. Cl 1, 24). O sangue dos mártires é semente de novos cristãos, como dizia Tertuliano. E assim, o terceiro Segredo termina com uma forte mensagem de esperança: nenhum sofrimento é vivido em vão se é acolhido na fé. É de todo o sofrimento e de todo o sangue derramado pela Igreja, no século XX, que brotarão as forças de um novo Cristianismo no século XXI. Haverá uma forte purificação e um renovamento que já se faz sentir no coração da Igreja. É a eficácia salvífica que brota do Sangue de Cristo misturado ao dos Seus mártires.

7 - Os acontecimentos, a que se refere o Segredo, já são do passado; fica o permanente apelo à oração e à penitência para a salvação das almas. O cardeal termina afirmando que a certeza de Nossa Senhora de que por fim "o meu Imaculado Coração triunfará" significa que um coração voltado inteiramente para Deus é mais forte do que as pistolas ou as outras armas de fogo. A mensagem do Terceiro Segredo é uma mensagem de confiança no Cristo que venceu o mundo (cf Jo 16, 33).

Estive em Portugal, logo após a morte de Irmã Lúcia, em Coimbra, com a Dra. Branca, que cuidou da religiosa até a sua morte. A médica disse-me que Irmã Lúcia concordou inteiramente com a revelação feita pela Igreja sobre o Segredo e que mais nada havia a revelar. Portanto, é preciso cessar a divulgação de um falso Terceiro Segredo de Fátima, como se a Igreja não tivesse revelado o verdadeiro.


Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br

17 de dezembro de 2009

Cuidado para que Deus não se torne a nossa vaidade

A igreja precisa descobrir uma forma chegar até o coração do artista. Não pela mesma via, o mesmo jeito que se chega ao coração das pessoas. Você tem um jeito de ser, precisa ser tratado na sua diferença. Pois, se não cuidamos do jeito que somos, nos transformamos em monstros. O romântico corre o risco de ver a vida passar sem viver, perdendo o senso da realidade em ilusões.
Padre Fábio
Foto: Robson Siqueira

A inveja é o grande risco da primeira desintegração do nosso coração de artista, em querer o que não nos pertence. Uma das coisas que me impressiona em Jesus é a sua capacidade de fazer com que os outros tomem posse do que realmente é. Pare de se imaginar e se projetar em realidades que não são concretas em sua vida, pois isso é o mesmo que não viver.

O conceito de pessoa dentro da filosofia e da teologia é estabelecida dentro de dois polos:
1º Ser pessoa é se dispor de si.
2º É se dispor para o outro.

Pois, se você não é dono daquilo que é seu, como você irá oferecer ao outro? Conversão é processo de tomada de posse daquilo que se é. Deus não pode trabalhar a partir do que não sou ou finjo ser, ele não trabalha com fantoches.

Ser pessoa é antes de qualquer coisa a disposição, tendo diante dos limites, qualidades, fazer vale a pena. Não pode haver ser humano realizado, feliz e cristão se não existe a busca naquilo que se é. A sua conversão passará por essa compreensão.

Graças de Deus não é uma realidade que esta acima de nós, mas é um movimento que nos faz refletir naquilo que somos, para que eu descubra quem sou eu.

A nossa natureza artística é naturalmente artificial. Se por um lado somos dotados de profundidade, por outro lado caímos facilmente em artifícios. Muitas vezes porque nossas vidas se ilumina com algumas novidades. A nossa alma é estética, temos uma facilidade muito grande para se encantar pelo estético, não é defeito, é diferença que precisa ser domada.

A nossa instabilidade afetiva é tão concreta que se não nos projetamos para aquilo que somos, nos tornamos prostitutos de luxo.

Corremos atrás de qualquer artificio que passa, dando respostas rápidas. Não sabendo demorar, nos decepcionamos e cavamos dentro de nós uma ausência de disposição de si.

Colocando a vida na mão do outro, deixando que este se decida por você. Assim, você não tem condições para se dispor pelo outro, porque se deixou de dispor de si. É por isso que o compromisso para os artistas são difíceis de ser levados adiante.

Cuidado para que Deus não se torne a nossa vaidade. O destino desta vaidade é você que escolhe, você a domina ou ela te domina. A nossa vaidade se multiplica de várias formas, não invente um personagem.

Descubra onde está o seu maior defeito que você descobrirá onde está a sua santidade.

Uma coisa é saber o que somos, outra coisa é saber o que fazemos com o que somos e o pior é o que deixamos com que outro façam conosco. Não tenho direito de me deixar transformar na imaginação do outro.

Se você assume o compromisso de saber o que Deus fez e faz em sua vida. Você começa a trabalhar na parceria com ele, pois o que Deus fez ainda não está pronto. Ele lhe dá as sementes, o plantio é seu. Deus não vem plantar a sua floresta.

Se você quiser firmar sem medo na verdade antropológica essa é a verdade “da raiz que me fez fruto, eu desfruto a Divina condição”.

O homem é o “tu” de Deus, ele acontece plenamente no coração quando se dispõe a ser o que Deus é. Você é Deus na vida da sua namorada, de seu filho, não é assumir uma divindade a parte, a nossa divindade só acontece na participação, na comunhão naquilo que é.

Se você sai da mira de tudo o que é sagrado, você não sabe mais quem é você. Isso é viver a identificação com Deus. É viver a arte de ser humano e divino ao mesmo tempo, não são realidades que se opõe mas, parceria de realidades que se dão juntas.

Viva uma história de amor com você mesmo e não permita que o outro lhe sequestre. Apaixone- se por você! O amor ao outro só é possível no momento em que nos amamos.

Padre Fábio de Melo

Fonte: Canção Nova

5 de dezembro de 2009

A cura interior, cura da depressão




A cura interior

Quando a gente toca no assunto, em determinados auditórios, algumas pessoas meio desatentas perguntam: O que é cura interior? Existe isto? Lamentável-mente, incapaz de diagnosticar a origem de seus males, muita gente não consegue identificar suas aflições e, desta forma, não tem como buscar essa cura interior.

Cura interior é a cura do nosso ser interior, espírito, alma. Trata-se de uma regeneração da mente, da parte afetiva do coração, das emoções, remorsos, lembranças desagradáveis, traumas, pesadelos, etc. É o processo pelo qual, por meio da oração a Deus, em nome de Jesus Cristo e pela meditação da Palavra, somos libertos de sentimentos de ressentimento, rejeição, autopiedade, depressão, culpa, medo, tristeza, ódio, complexo de inferioridade, autocondenação, perda da autoestima, mágoas, etc. Jesus é aquele ungido para nos trazer essa cura.

O Espírito me ungiu [...] para curar os corações feridos (Is 61,1)

Nós, muitas vezes, vivemos imersos na angústia e no desespero, repletos de culpa por causa de nossos erros passados e presentes, de cujo peso não conseguimos nos libertar. Isto às vezes ocorre por causa de certos amigos, falsos amigos, que só querem nos levar para baixo, que não estão nem aí para nossos males e nossos problemas. Isto nos leva a esquecer que só Deus é cem por cento fiel (cf. Dt 7,9).

Nosso Deus é refúgio e fortaleza; nosso escudo na hora da angústia (Sl 46,1).

A Palavra de Deus é uma fonte terapêutica extraordinária, porque trabalha no íntimo do ser humano, trazendo a cura para a alma envolta nas angústias do mundo.

A palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto onde a alma e o espírito se encontram, e até onde as juntas e medulas se tocam; ela sonda os sentimentos e pensamentos mais íntimos (Hb 4,12).

Quando nosso espírito está abatido surge um veneno chamado depressão. As preocupações geram um estado negativo em nossa vida, capaz de multiplicar o tédio, a angústia, as doenças, atrair energias negativas, bloquear boas iniciativas e levar ao desespero. A pessoa preocupada em excesso, qual um viciado, não consegue se livrar sozinho desse pesado fardo. Se você encontra um otimista, e pergunta-lhe: como vai? Ele responde bem, tudo bem... Se fizer a mesma pergunta a um pessimista, a um patologicamente preocupado, duas coisas acontecem. Ou ele pergunta: Por quê? Você notou alguma coisa? Ou vai logo desfiando um imenso rosário de queixas, doenças ou amarguras existenciais. Aí está instalada a depressão.

Muitos dos "manuais de autoajuda" que andam por aí prometem milagres fáceis e espetaculares. Na verdade, autores e editores só querem vender, faturar à custa do sofrimento e da desorientação das pessoas. Só na Palavra de Deus, e no seguimento do que ela preconiza, está o caminho para a cura e o soerguimento de quem está caído.

Por depressão se entende aquele estado de desencorajamento, de perda de interesse, que sobrevém, por exemplo, após perdas, decepções, fracassos, estresse físico e/ou psíquico e das rotinas, no momento em que o indivíduo toma consciência do sofrimento ou da solidão em que se encontra.

Há diversas causas que concorrem para o surgimento da depressão. Em muitas pessoas, uma perda pessoal, uma sensação de impotência psíquica ou o estresse grave são identificados e podem interagir com a predisposição à depressão. As causas podem incluir fatores genéticos, familiares, bioquímicos, físicos, sociais e psicológicos. A depressão grave ocorre em todos os grupos de pessoas. Afeta ambos os sexos, com uma incidência maior entre as mulheres. A depressão grave afeta hoje cerca de 25% da humanidade, em algum ponto de sua vida. Os dados são alarmantes. A depressão, como uma doença da mente e do espírito, provoca na pessoa uma falha no sistema de imunidade, uma porta aberta para a entrada de diversas outras doenças, como a fraqueza, a impotência física, o desequilíbrio hormonal e do metabolismo, a perda de referenciais morais, mialgias sem origens aparentes, o diabetes e o câncer.

Num indivíduo sadio de mente, essas doenças têm maior dificuldade em se instalar, o que aumenta consideravelmente a qualidade de vida. Como doença da alma, a depressão torna as pessoas mais vulneráveis a diversos males que, depois de instalados, custam a ser erradicados. São presas fáceis da depressão pessoas que perderam o emprego, aposentados que não sabem o que fazer do seu tempo livre, viúvos e indivíduos - às vezes bem jovens - que foram reprovados em concursos ou vestibulares, que brigaram com a namorada, etc. Elas se desesperam diante de uma sensação de inutilidade.

A busca da cura interior aponta para um combate espiritual muito sério contra as forças do Maligno que querem nos derrotar. É preciso estabelecer um mergulho de nossa vida no mistério da graça de Deus, para sairmos vencedores nessa luta contra o mal, contra a desordem que o Diabo faz ou tenta afazer na nossa vida. A cura interior funciona, em alguns casos, como um exorcismo. Nessa batalha, duas armas são fundamentalmente estratégicas: o jejum e a oração.

A oração da cura interior não é uma fórmula mágica que resolve tudo. Ela não pode ser uma oração formal de promessas e de desespero onde as pessoas prometem tudo (e logo depois deixam de cumprir) a oração da cura interior é a oração da esperança, da confiança, da fé e do amor ao Deus que nos salva e resgata de todos os males. Essa espiritualidade (oração, atitude, meditação, jejum e sadios propósitos de vida) é uma vigorosa busca da interferência divina na mudança de todas as circunstâncias de nossa vida. O médico, o ministro da cura interior é Jesus ressuscitado.

Venham a mim todos vocês que estão que estão cansados de carregar o peso do seu fardo, e eu lhes darei descanso (Mt 11,28).


Por Antônio Mesquita Galvão doutor em Teologia Moral.

Fonte: Adital


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