São Leão Magno
(PpDr, Mem., Cor Branca)
São Leão Magno – que significa Grande – é considerado um dos maiores papas da história da Igreja, por seu trabalho e sua santidade. Nasceu em Roma no ano de 395 e foi eleito papa em 440. Evangelizou e governou a Igreja num momento muito difícil dentro do Império Romano, pois havia heresias, invasões e violências. Suas homilias eram ricas de conteúdo doutrinal, expostas de modo simples e numa linguagem límpida. Que São Leão Magno interceda a Deus por toda a Igreja, e ajude-nos a evangelizar em nosso tempo.
Oração :
Senhor, iluminado e transformado por vós eu reconheço minha dependência completa de vós. Agradeço por me terdes libertado da ilusão do orgulho e da confiança tola em mim mesmo. Minha confiança, toda a minha esperança está em vossa bondade. Dai-me sempre vossa graça, guardai me dos perigos. Só vosso amor é que pode vencer minhas resistências. Tende piedade de mim. Amém
Deus nos fala
Deus nos fez eternos, e mesmo que tenhamos de passar pela morte, nossa vida está nas mãos do Criador. O serviço a Deus não tem férias, e compromete-nos a vida inteira, pois sabemos que sem Ele nada podemos fazer. Devemos sim fazer nossa parte no anúncio do Reino de Cristo.
Primeira Leitura (Sb 2,23–3,9) Por inveja do diabo a morte entrou no mundo.
Leitura do Livro da Sabedoria. 2,23Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à imagem de sua própria natureza; 24foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo, e experimentam-na os que a ele pertencem. 3,1A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. 2Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido; sua saída do mundo foi considerada uma desgraça, 3e sua partida do meio de nós, uma destruição; mas eles estão em paz. 4Aos olhos dos homens parecem ter sido castigados, mas sua esperança é cheia de imortalidade; 5tendo sofrido leves correções, serão cumulados de grandes bens, porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de si. 6Provou-os como se prova o ouro no fogo e aceitou-os como ofertas de holocausto; 7no dia do seu julgamento hão de brilhar, correndo como centelhas no meio da palha; 8vão julgar as nações e dominar os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. 9Os que nele confiam compreenderão a verdade, e os que perseveram no amor ficarão junto dele, porque a graça e a misericórdia são para seus eleitos.— Palavra do Senhor.— Graças a Deus.
Responsório Sl 33 (34), 2-3. 16-17. 18-19 (R/. 2a) Ouçam-me os humildes e se alegrem!
— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!
— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!
— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!
— O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, e seu ouvido está atento ao seu chamado; mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança.
Aclamação
— Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido.
clamação (Jo 14,23)
— Aleluia, aleluia, aleluia.— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos.
Evangelho (Lc 17,7-10)
— O Senhor esteja convosco.— Ele está no meio de nós.— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus: 7“Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás comer e beber?’ 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.— Palavra da Salvação.— Glória a vós, Senhor
REFLEXÃO DAS LEITURAS:
http://www.paulus.com.br/BP/_PLJ.HTM (RODA PÉ) (Sb 2,23–3,9)
Numa sociedade penetrada por inumeráveis projetos idolátricos, a perseverança na fé implica muitos sofrimentos e provações. A grande tentação consiste em abandonar a fidelidade a Deus e ao seu projeto, para pagar o alto preço de «viver em paz».
No Livro de Sabedoria: Sob influência grega, surge pela primeira vez na Bíblia a palavra imortalidade. Esta, porém, está sujeita ao ideal israelita da justiça: os justos viverão para sempre, os injustos serão aniquilados. Dessa forma, qualquer sobrevivência após a morte depende do modo como a pessoa vive nesta vida.
http://www.claretianos.com.br/servicobiblico/ Evangelho: Lucas 17, 7-10
Não servos inúteis, mas filhos de Deus.
A parábola é composta com base em imagens do pequeno trabalhador que possui um só escravo. Ele faz parte da propriedade de seu senhor, muito distinto de outros trabalhadores que eram contratados por um determinado tempo. O relato começa com uma pergunta de Jesus que tem por finalidade conhecer a realidade do escravo. O regressar do duro trabalho do dia, cansado e faminto, não pode o escravo pensar na comida ou no descanso. Ao contrário, como escravo que é, recebe outra tarefa: servir seu senhor. Uma vez cumprida essa ordem, quando o senhor não tem mais o que mandar, pode ele também comer e beber.
O evangelho nos recorda que somos seguidores, discípulos do Senhor. Apesar de que os projetos, tarefas e atividades que realizamos diariamente estejam cheios de triunfos e reconhecimentos, não é a nós mesmos quem anunciamos, mas a Jesus e o Reino de Deus. Somos simples servos inúteis que fazemos o que temos que fazer. Não podemos nos vangloriar pelo trabalho realizado, mas sermos humildes e não propagar o que fazemos buscando o favor dos demais; temos que recordar sempre que nada do que fazemos pelo Senhor será suficiente para recompensar o que Ele faz por nós
Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.
Neste Evangelho, Jesus nos ensina uma dimensão muito bonita da nossa vida cristã e do nosso relacionamento com Deus: somos empregados de Deus. No Batismo, nós fizemos com ele, um contrato de trabalho. Deus se comprometeu a cuidar de nós e nos proteger, além disso, dar-nos o céu, a salvação eterna. E nós nos comprometemos a conhecê-lo, amá-lo e servi-lo com fidelidade durante toda a nossa vida, obedecendo aos seus mandamentos. Foi mais do que um contrato, foi uma aliança que fizemos com Deus, com obrigações bilaterais e também com recompensas.
Portanto, o pagamento de Deus a nós já está estipulado no contrato trabalhista, e ele não precisa ficar dando-nos gorjetas por cada ato bom que fazemos. A nossa atitude correta, após todo o bem que praticarmos, é dizer: “Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer”.
Se nos comportarmos assim, Deus atenderá os nossos pedidos, como atendeu os pedidos do publicano, na parábola do fariseu e do publicano (Lc 18,9-14). Porque esta é a parte dele, e ele é sempre fiel. O que Deus quer é que nós também cumpramos a nossa parte com fidelidade.
Se alguém perguntar: Ir à Missa por obrigação é correto? Claro que é! Nós vamos à Missa porque Deus, através da sua Igreja, nos mandou ir. E este é um mandamento,portanto faz parte do contrato.
Enquanto o nosso caminho está cheio de flores, é fácil ser fiel. O problema é quando as flores desaparecem e só vemos pedras no caminho. Aí é que mostramos se temos ou não fé, traduzida em fidelidade.
A Bíblia fala que “o justo vive da fé”. Se obedecermos os mandamentos, a nossa fé crescerá dia a dia. Se, ao contrário, não obedecermos, a nossa fé diminuirá. Aí está o motivo por que muitos católicos deixam a Santa Igreja que Jesus fundou e passam para uma seita.
“Meus irmãos, se alguém diz que tem fé, mas não tem obras, que adianta isso? Por acaso a fé pode salvá-lo? Por exemplo, um irmão ou irmã não tem o que vestir e lhe falta o pão de cada dia. Então alguém de vocês diz para ele: Vá em paz, se aqueça e coma bastante. No entanto, não lhe dá o necessário para o corpo. Que adianta isso? Assim também é a fé: sem obras ela está completamente morta” (Tg 2,14-17).
Nas relações trabalhistas, o que vale é o trabalho, não conversa bonita. Imagine um empregado que não trabalha e não cumpre a sua obrigação, ou, pior ainda, nem comparece no serviço, depois aparece com cara lambida! Será despedido com toda certeza.
A mesma coisa vale em relação à nossa fé. Tem fé quem faz, não quem diz palavras bonitas para Deus ou para os irmãos da Comunidade.
Nesse “contrato” que fizemos com Deus, uma das cláusulas é renunciarmos a tudo, na certeza de que não perderemos um só fio de cabelo. O jovem rico não foi capaz de fazer esse contrato com Deus. Ainda bem que ele desistiu lago no início e não quis ser um cristão relaxado.
O filho mais velho da parábola do filho pródigo queria reconhecimento, agradecimento e recompensa, por isso não agradou ao Pai. “Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer”.
Faz também parte do contrato o uso e o desenvolvimento de todos os nossos talentos para o bem. O nosso cursinho profissionalizante não tem formatura porque não termina nunca. Estamos a vida toda aprendendo, aprendendo e ensinando.
Havia, certa vez, a muitos anos atrás, um senhor que era um pobre trabalhador rural. Um dia, ele estava na roça e ouvir gritos de socorro vindos de um pântano. Foi lá e viu um rapaz enterrado na lama até a cintura. Ele tentava sair, mas quanto mais se mexia, afundava mais. O homem o retirou e o salvou.
No dia seguinte, apareceu na sua porta uma carruagem muito bonita e dela saiu um nobre senhor, que disse ser o pai do rapaz. “Quero recompensá-lo” – disse ele – “por ter salvado a vida do meu filho”. O agricultor respondeu: “Não, não posso aceitar dinheiro pelo que fiz”.
Neste momento apareceu na porta um rapaz. O nobre perguntou: “É seu filho?” “Sim”, respondeu o agricultor. O nobre disse: “Então deixe-me proporcionar ao seu filho o mesmo nível de instrução que proporcionarei ao meu. Se seu filho se sair bem, não tenho dúvida que nós dois seremos felizes”.
O homem aceitou. Seu filho freqüentou as melhores escolas e licenciou-se em medicina. Tornou-se um médico brilhante e ficou mundialmente conhecido por ter descoberto a penicilina. O fato aconteceu na Escócia. O nome do agricultor é Sr. Fleming e do seu filho Dr. Alexandre Fleming.
Anos mais tarde, o rapazinho que havia sido retirado do pantanal adoeceu com uma pneumonia. Desta vez o que salvou a sua vida foi penicilina. Portanto, o filho do senhor nobre foi salvo duas vezes pela família Fleming.
“Não vos iludais, de Deus não se zomba; o que alguém tiver semeado, é isso que colherá” (Gl 6,7).
Se obedecermos os mandamentos de Deus, como fez o Sr. Fleming, socorrendo quem pedia ajuda, certamente Deus nos abençoará e a sua bênção se estenderá a outras pessoas.
Temos na Bíblia muitos exemplos de fé concretizada na obediência a Deus: Abraão, Moisés, Maria Santíssima... E há uma fila imensa de cristãos e cristãs que viveram sua fé de forma exemplar.
Bem antes de Jesus dizer essas palavras do Evangelho do Evangelho de hoje, sua Mãe já havia se declarado serva do Senhor. Que ela nos ajude a sermos bons empregados e empregadas do seu Filho.
Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.
Enviado por Carlos Roberto
www.paulinas.org.br Alegria do banquete no Reino
Esta enigmática parábola, por sua imagem e aplicação, a partir de duas interrogações, coloca o ouvinte na condição de um proprietário rural que explora seu servo ou assalariado. É uma realidade comum nas sociedades estruturadas em um mecanismo de enriquecimento de alguns a partir da exploração do trabalhador empobrecido que produz bens e riquezas. Um uso desta parábola seria sua transferência para a relação entre Deus ou Jesus e os discípulos. Isto se faria com certo constrangimento, pois a comparação seria entre um dono avarento e um escravo humilhado. A realidade de Jesus é bem diferente deste proprietário. Sua vida foi toda dedicada ao serviço aos pobres e excluídos, culminando com o lava-pés dos discípulos na última ceia. Poder-se-ia salvar, talvez, apenas a conclusão: os discípulos devem servir a Deus de maneira humilde e desinteressada. Sob outro enfoque, podemos entender a parábola como uma crítica de Jesus àqueles que ainda estão apegados às observâncias da Lei. Escravos da Lei a obedecem cegamente e no fim percebem que não passaram de servos dela. Não chegaram à liberdade nem à alegria do banquete no Reino.
Organizado por Paulo Juventino, retiro da internet vide endereços em anexo.
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10 de novembro de 2009
EVANGELHO DO DIA
Evangelho do dia, reflexões e orações.
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